Hoje o dia começou um pouco diferente do que de costume. Chegamos no trabalho e havia um café da manhã preparado para marcar a despedida de um colega muito querido. Muitas pessoas disseram palavras emocionantes sobre ele, sobre seu caráter, sobre sua vida com Deus, carisma e dedicação em tudo o que faz.

Logo depois vim para minha minha mesa, liguei meu computador, dei uma olhada nas mensagens e abri a foto de uma amiga, também muito querida, e reparei nos seus acessórios (seus reluzentes e lindos acessórios novos!), nas unhas esmaltadas, no cabelo com coloração, na maquiagem… fiquei quase que hipnotizada olhando por uns bons segundos.

O que essas duas situações tem em comum? Na verdade me fizeram enxergar para dentro de mim mesma, não sei nem como explicar. Isso despertou uma série de perguntas de auto-exame, sabe? Aquelas que você se faz de vez em quando para medir suas atitudes e sua vida, e ver o que está de errado.

Durante muito tempo tentei ser igual às outras pessoas. E até hoje me pego muitas vezes ainda tentando. Tento me adequar a um padrão que nem sei se foi Deus que estabeleceu para mim. Tento estar (e não ser) melhor, ter os mesmos acessórios dourados e reluzentes das outras pessoas, estar mais apresentável, mais bonita, com mais “status”, a roupa tal, mais… mais… mais. E ao mesmo tempo esqueço das coisas em que deveria estar investindo, que são os relacionamentos, a minha própria vida com Deus e todas as coisas que ouvi na despedida do meu colega e amigo.

Poxa, seu eu fosse embora, o que será que diriam de mim? E essa pergunta eu estendo a você. O que diriam de você?

Tudo isso me leva a pensar no eterno e no efêmero. E essa, meus queridos, é uma das minhas lutas diárias. Estamos no mundo, mas não somos do mundo (João 17:14-19). Gostaria de propor um rápido exercício. Olhe agora ao seu redor. Sério, olhe. Repare em todas as coisas palpáveis. Liste mentalmente pelo menos 10 itens. Vou te dar alguns segundos.

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Eu estou na minha mesa de escritório e estou olhando para este computador, as chaves do carro e da casa, celular, bolsa, toda a estrutura desse prédio, minhas roupas, a garrafa do cafézinho, minhas alianças e meu marido (que está na mesa ao lado) entre outras pessoas. Ok. Tudo isso vai sumir. Sim, tudo isso se vai. Os acessórios novos e reluzentes se vão, você e seu cônjuge irão envelhecer, o prédio poderá ser destruído para virar um shopping center. Tudo vem do pó e ao pó irá voltar (Eclesiastes 3:20). Inclusive você.

Acho que está na hora de pensarmos no que é eterno, em ser e não em ter. Em ser alguém melhor, não por se vestir melhor e não para atrair atenção e admiração, mas por estar mais próximo do alvo que o Pai determinou. Em ser mais atencioso com as pessoas, em ser mais educado, mais próximo, mais compassivo. Na verdade essas virtudes apenas refletem proporcionalmente à proximidade de Deus. E bem… muitas vezes percebo como estou longe.

As boas-novas são que a cada manhã há uma nova chance de recomeçarmos. Se as misericórdias de Deus se renovam, minhas atitudes também podem se renovar. Não preciso mudar o meu jeito, e nem você o seu. Todos podemos investir naquilo que vale a pena e que trará as recompensas futuras, a eternidade.
Seja a pessoa que Deus determinou que você fosse.

Deus os abençoe!

Débora e Samuel Costa
Palestrantes, Colaboradores e Treinadores da UDF.
www.samueledebora.com

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