Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

Como me identifico com as palavras de Paulo. Elas parecem terem sido tiradas do gueto de minhas próprias experiências de vida.

Na verdade, creio ser este texto um desabafo de todos nós. Penso que pela vida do apóstolo, Deus está revelando o íntimo de cada ser humano, mostrando os caminhos que nos esperam se não fizermos morrer aquilo que naturalmente surge em nosso coração, quando por um instante, um instante que seja, deixamos que nossa alma, nossa natureza terrena nos domine.

Fico estarrecido em ver o quão influenciável eu sou, quanto as coisas ao meu redor, conseguem mudar meu humor, tirar a minha paz em frações de segundo. As vezes, posamos de gente resolvida, de ter tudo sob nosso controle, de estar com as mãos limpas e coração puro.Mas, de repente, uma frase, uma palavra mal colocada, uma contrariedade, uma buzina no trânsito louco de nossos dias, ou mesmo, aquelas situações que acontecem, de quebra de comunicação, justamente com as pessoas que mais amamos e prezamos nesta vida. Lá estou eu, elocubrando, tentado com as paixões más, os maus desejos e a cobiça, da raiva, da paixão e dos sentimentos de ódio, da conversa indecente, coisas que antigamente dominavam minha vida e que me levava a viver de acordo com elas.

São aquelas fagulhas, que se não estivermos atentos, alcançam nosso coração e nos tornam de novo movidos por elas. E que se, nos deixarmos levar por estes tais sentimentos que nos saltam sem muito esforço, nossas ações podem destruir o que mais amamos. (Paulo nos adverte em Colossenses 3)

Se por um lado me assusto com tais sentimentos e pensamentos, e me pergunto: De onde vem tais coisas? Logo percebo que estão ali, soterrados, trancados, mas ali… prontos a tomarem de assalto minha história. O fato é que nos esquecemos que nossa natureza terrena, esta lá, apenas esperando a ocasião para se manifestar e tomar o controle de nossa vida.

Lá estão, nos guetos de minha alma.

O pecado estará sempre a espreita, esperando por uma oportunidade para dominar minha existência como Paulo mais uma vez nos lembra.: Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.

Por isso, não podemos confiar em nós mesmos, não posso estribar em meus sentimos e desejos, preciso do Espírito Santo, preciso encher meu coração com a Palavra de Deus constantemente, não esporadicamente, como minha própria arrogância me faz pensar, mas em todo tempo de dia e de noite. Para que minha mente esteja sempre cheia do conselho de Deus, meu coração acalentado pela graça maravilhosa que educa.

Preciso da família de Deus, que me estimula às boas obras, que me faz lembrar dos meus votos com o Senhor e com as pessoas. Preciso de amigos para lembrar a mim, que é uma luta, uma luta intensa e continua contra o pecado que em mim habita, e que não posso me dar ao luxo de alimentá-lo com pensamentos de auto comiseração e de raízes de amargura.

Tenho de fazê-lo morrer de inanição, alimentando meu espírito, pelo Espírito de Deus.

É assim, uma luta de vida e morte, que se preciso for eu tenha de esmurrar o meu próprio corpo.

Se quero viver para Cristo, preciso conhecer a mim mesmo, na profundidade… lá nos guetos da alma e não apenas na superfície da aparência ou de dias favoráveis. Só assim não vou ter tanta complacência com minha carne, que trabalha o tempo todo contra o Espírito.

Ohhh, miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? (Romanos 7)

Por isto clamo, Maranatha vem Senhor Jesus!

Olgálvaro Bastos Jr.
 

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